Etapa/Fase 1 – Como atividade motivacional proponha aos participantes à assistirem ao filme “O Jogo da Imitação”. A ideia é contextualizar historicamente os participantes de modo que eles percebam como a comunicação secreta foi importante durante um longo período de nossa história recente e como isso estava relacionada com o famoso Código Morse.
Após assistirem ao filme, uma roda de conversa deverá ser organizada levantando-se questões históricas, matemáticas, tecnológicas, éticas e morais apontadas no filme. Se possível, esse momento, deverá contar com a presença de um professor de história para ajudar a conduzir os debates sobre os temas que poderão ser erigidos. Nessa conversa inicial é importante ressaltar como a comunicação secreta esteve presente em eventos históricos relatados em diversas culturas. Além disso é conveniente levantar uma discussão sobre a comunicação contemporânea, sejam elas entre pessoas comuns, empresas e governos e como a transmissão de informações e mensagens hoje é algo gigante na era da informática e internet. Vale ressaltar os grandes as recentes falhas de segurança de dados pessoais em grandes redes sociais. Essa roda de conversa é um elemento essencial para o engajamento dos participantes no desenvolvimento da atividade.
Etapa/Fase 2 – Após o debate chame a atenção dos participantes para o uso de mensagens cifradas desenvolvido e utilizado pelo imperador romano Júlio César, todavia o processo de como essas codificações eram feitas não deve ser relatado. Após essas considerações as ASS receberão as mensagens criptografadas pelo sistema criado por César. O desafio das ASS é decifrar as duas mensagens e também estabelecer o padrão criptográfico utilizado na codificação, posteriormente as ASS poderão enviar mensagens codificadas usando um aparelho denominado Codificador de César. Caso não possua um Codificador de César, os próprios participantes podem fazê-lo com uma folha de papel conforme demostrado na seção Cifra de César.
Etapa/Fase 3 – Nesta etapa será apresentado aos participantes como se deu a invenção e o desenvolvimento do telégrafo bem como sua intrínseca relação com o desenvolvimento do código Morse. É importante apresentar o desenvolvimento da construção da árvore de códigos binários de ponto e traço que deu origem ao alfabeto Morse, assim os participantes poderão entender como uma ideia simples mudou os rumos da comunicação a longa distância. Antes de propor a próxima Missão será apresentado as ASS o ACL e o seu método de funcionamento, como exemplo, o Chefe pode transmitir o famoso pedido de socorro “S.O.S.”, onde os pontos serão representados por um sinal luminoso curto e os traços por sinal luminoso longo. Em seguida as ASS receberão um envelope contendo duas palavras. O desafio é codificá-las usando o alfabeto Morse e transmiti-las as demais ASS usando o ACL. As outras Agências deverão receptar e decodificar as mensagens.
Etapa/Fase 4 – Uma vez familiarizado com a atividade de transmissão de mensagens via código Morse, as ASS deverão ser desafiadas com o seguinte questionamento: Como poderíamos aumentar o nível segurança ao transmitir uma mensagem via código Morse?
Como possível proposta de solução a esse questionamento será apresentado uma tabela associando o alfabeto a um número do sistema decimal, sendo A = 1, B = 2 e assim por diante. Veja quadro 1.
Quadro 1: Correspondência
entre alfabeto e sistema numérico decimal.
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Alfabeto
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A
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B
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C
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D
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E
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F
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G
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H
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I
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J
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K
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L
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M
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Corresp. Numérico
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1
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2
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3
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4
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5
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6
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7
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8
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9
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10
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11
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12
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13
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Alfabeto
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N
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O
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P
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Q
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R
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S
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T
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U
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V
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W
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X
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Y
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Z
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Corresp. Numérico
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14
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15
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16
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17
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18
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19
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20
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21
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22
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23
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24
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25
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26
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Fonte: Elaborado pelo próprio autor.
Em seguida as ASS deverão ser desafiadas a explicar como isso ajuda a aumentar o nível de segurança e como transmitir essa mensagem usando do ACL. Para tanto será exposto os procedimentos matemáticos de conversão de números do sistema decimal em números do sistema binário e vice-versa. Uma vez dominada as técnicas de conversão, basta relacionar o sistema numérico binário com o sistema de pontos e traços, onde o ponto representa o algarismo 0 e o traço o algarismo 1. Agora, se tem uma letra representada por um número do sistema decimal que pode ser transformado em um número do sistema binário, que associado ao código Morse pode ser transmitido pelo ACL. Cria-se assim uma nova criptografia para transmitir mensagens através do código Morse. Em seguida as ASS receberão um envelope contendo duas palavras. O desafio é codificá-las usando o sistema numérico binário e o alfabeto Morse, e posteriormente transmiti-las as demais ASS usando o ACL. As outras Agências deverão receptar e decodificar as mensagens.
Etapa/Fase 5 – Aqui será proposto mais um desafio as ASS. Como poderíamos aumentar o nível de segurança ao transmitir uma mensagem via código Morse associado ao sistema numérico binário?
Dentre as possibilidades que poderão ser erigidas, será proposto o método de codificação que use matrizes como chaves para cifrar e decifrar mensagens. Para o sucesso dessa Missão as ASS deverão conhecer os conceitos básicos de matrizes, e principalmente dominar a operação de multiplicação e os cálculos para determinar a inversa de uma matriz. Para criptografar as mensagens por esse método, uma matriz quadrada inversível de ordem 2 deverá ser usada, ela será conhecida como “matriz cifra”. Assim, com a mensagem que se deseja codificar, cada letra poderá ser associada ao seu respectivo número conforme quadro 1 e organizada em uma “matriz mensagem” de duas linhas. Em seguida basta multiplicar a matriz cifra pela matriz mensagem gerando a “matriz mensagem cifrada”. Os números dispostos nesta “matriz mensagem cifrada” representam uma nova criptografia e para transmiti-la pelo ACL deverão estes números serem convertidos para o sistema numérico binário e associados ao código Morse. Feita a transmissão da matriz mensagem cifrada o grupo que receptá-la deverá converter os pontos e traços em números binários e depois convertê-los em números do sistema decimal, dispô-los em uma matriz de duas linhas. Para compreender a mensagem cifrada deverá ser calculado a “matriz inversa” da matriz cifra, esta nova matriz (a inversa) será conhecida como “matriz chave” e será usada para decodificar a mensagem, para tanto basta multiplicar a matriz chave pela matriz mensagem cifrada e associar as repostas com as letras dispostas na tabela 1.
Essa etapa/fase provavelmente será a mais demorada da aplicação do jogo. Aqui as ASS deverão mostrar sintonia e trabalho em equipe. A mensagem codificada nesta etapa passou por várias criptografias a fim de aumentar o sigilo para a transmissão. Espera-se que os participantes sejam capazes de perceber o quanto de conhecimentos, não apenas matemático, foram utilizados no desenvolvimento desta atividade.
Etapa/Fase 6 – As ASS agora terão a liberdade de criarem suas próprias mensagens, criptografar, enviar, receptar e decodificá-las. Nessa fase as ASS não pontuarão. O jogo se encerra na fase anterior contabilizando-se a pontuação conforme as regras previamente estabelecidas.
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